Deus vai te surpreender ! Espere,confie, não desanime a vitória ja é sua.
made by shextasy
“E mesmo estando longe, não é como se houvesse distância.”
Nick (via umagarotaperdida)

“Se ele sentir sua falta, ele vai ligar. Se ele se importa com você, ele vai demonstrar.Não precisa cobrar. Se ele quer, ele faz. Se ele não faz, não ache que o problema é você. Apenas pare de gastar seu tempo com ele, porque ele com certeza não pretende gastar o tempo dele com você.”
Tati Bernardi. (via tajmahhal)

“Não sei o nome disso que estamos sentindo um pelo outro e também não me importa. Pode ser o ápice ou o precipício, e tudo bem. E também não sei se teremos habilidade para cultivar isso por três semanas ou por três décadas inteiras. Só sei que agora estou interessado em saber como será o próximo passo.”
Gabito Nunes.  (via tajmahhal)

Palavra-chave

ventodemaio:

Mas agora estava tudo feito. Mas e se pudesse pensar que não estava. Se pensasse que tinha feito tudo diferente, seria o tempo mesmo uma linha reta em que as coisas se sucediam em milhares de atos e consequências  e era só essa a lógica do Universo? Como um folhetim que se começa num domingo, mas começa-se pelo quarto capítulo então é preciso caçar as folhas perdidas antes que venham as próximas pois que não se entende a história assim no meio do caminho, de onde vieram essas personagens e como foi que elas se meteram nesse conflito agora irresoluto e que promete se desfazer na sequência da próxima semana.  E se não achasse nunca as folhas perdidas teria que pra sempre ficar na agonia de não saber. Como? Pois era preciso mesmo saber? De repente se se olhasse no espelho se perguntaria: e como eu cheguei até aqui e tantas coisas já não se lembraria e então isso impediria a vida de seguir? Olhou o relógio e o tempo permanecia passando. Então não poderia acreditar que fosse essa a moral de tudo. Uma linha traçada e sem volta. Até os trens que partem retornam. Era só questão de descobrir a linha que volta. Pois tudo circula. A superfície plana e amena de um lago é só o reflexo do céu distante também parecendo calmo e sereno. Mas se por debaixo da lâmina d’água se comem peixes na crueza da vida; e se no além das nuvens existem planetas rodando, estrelas explodindo e cometas colidindo com outros cometas, como acreditar que tudo é simples e tudo é reto? Até a reta ainda que mecânica traçada seria a suposição apenas da reta. Vista de perto, cada átomo fora do lugar seria a curva mínima que a tudo governa. Quem disse, pois, que era impossível mudar o passado se o passado é só uma forma de orientar o corpo para frente no que se chamou de futuro. E se já é o futuro? E se nunca tivesse sido? Nada está concluso. Todos os dias as histórias mudam e a gente não percebe pois esquece que viveu a vida que já mudou de roteiro. Quando se lembra, temos o que se convencionou chamar de déjà vu. É só a reconstrução dos espaços, cenários, coisas vivas e inanimadas. Deveria haver um código. Uma palavra. A palavra-chave. Mas que não fosse só como se pensa a palavra-chave como sendo uma palavra importante. Nesse caso palavra-chave seria a materialidade. A convergência perfeita entre os planos sonoro, semântico e real. A palavra-chave seria uma palavra e ao mesmo tempo chave e ao mesmo tempo palavra de novo. Tudo dentro de si e ao mesmo tempo fora. Como um ovo que se faz dentro e avesso quando se quebra a casca e a clara sai e a gema e todo conteúdo do ovo se esparrama pela mesa, viscoso, mas ainda ovo e ainda indecifrável. O plano então seria pensar, mas mais do que pensar, dizer, mas mais do que dizer, pensa-dizer-agir a palavra-chave que abriria a fechadura dos tempos convencionais. E nada seria mais ontem. Todo amanhã agora. E todas as possibilidades diante dos olhos, como  quem vai ao restaurante por peso e tem ali todos os pratos para escolher, comer o que ser que e não mais como na escola quando filas e filas de alunos se formavam para receber a mesma merenda, como se não houvesse possibilidade de haver o gosto. O gosto tanto da língua que entra em contato com o alimento, quanto o gosto no sentido de querer limão e não laranja. O preferir.  Quando soasse a palavra-chave, ele estaria então diante do perfeito. Colocaria cada segundo a serviço da utilidade como nas narrativas que se pretendem sérias e que não desperdiçam palavras com cenas supérfluas. Cada grão de vida seria só para que fosse necessária a ligação entre um minuto e outro e todos os minutos seriam tecidos para chegarem ao primoroso fim. Assim como quando se alinha peças de dominó e tudo dá certo no final quando cai a primeira cai a próxima peça e depois a próxima, a diferença seria que ele escolheria as peças e não ficaria mais a mercê da merenda escolhida por alguém que nada sabia dele. Escolheria todas as peças e o que quer que fosse teria o fatalismo bom de ser um fatalismo cheio de alegria. Não haveria mais esperança, pois que já saberia tudo de antemão. E o momento da morte somente mais uma peça caindo. E toda felicidade seria controlada em laboratório. Foi isso que pensou enquanto olhava o que já estava feito e não podia mais voltar atrás. Seria bom viver do já construído feito plano de engenheiro? Não. Tão clara se fez a palavra. Que essa era a palavra-fechadura. A palavra-treva-luz. Que ilumina o que esconde. Pois era melhor não saber. E não fazer tudo e depois apenas esperar que siga conforme o planejado, se susto ou alegria que fossem verdadeiros. Era melhor aguentar o peso do tempo, do que flutuar no vazio da falta de surpresa. Em cada passo a incerteza do que viria. Os abismos e caindo não se sabe onde. Nem pra quê. Mas ainda vivendo, correndo ou indo de encontro ao próprio destino, que talvez não fosse destino, fosse tudo se renovando sem que se soubesse ou não seria? Nunca saberíamos. Presente e futuro e passado. Tão dentro um do outro. Às vezes cria na linha que era isso gerando aquilo e assim por diante, em outras cria na curva, no arco e na flecha que voa sem rumo certo e sem alvo e qualquer ponto pode ser perfurado e sangrar. Tudo é passível de sangrar. Não sabia o que era certo. Certo nada era. Nem o fato. Pois nenhum fato era consumado até que provasse o contrário e a única forma de se provar era achando a palavra-chave oculta em sua própria natureza de libertação. A palavra-chave para a palavra-chave era o modo mesmo de trancá-la mais e mais, dentro do dentro do dentro do corpo do tempo os minutos correndo, corroendo qualquer certeza e se pensasse mais nisso seria jogado pra fora: na pureza de um deserto em que se tem água, mas não se tem sede.

- Caio Augusto Leite


“Com você que eu casaria todo dia, E te acordava com mil beijos de bom dia, Em cada gesto e em cada mania, Eu me completo em você, Eu sou completo com você.”


:3 #MEAMO